O que é certo e o que é errado?
Às vezes, tenho a impressão que todo mundo cria um método, involuntariamente, pra descobrir seus próprios certos e errados e que nunca pensa muito sobre isso.
Eu resolvi que eu quero/prefiro pensar sobre o meu método, como prefiro pensar sobre tantas outras coisas.
Ainda que não baseado em evidências...
As pessoas, eu e você, são como pequenas casinhas e dentro dessas casinhas existem livros imensos cheios de códigos secretos, que muitas vezes nem o próprio dono da casinha conhece até que alguém bata na porta e ameace a organização da rotina da casa.
E se eu e você somos casinhas, eu não posso entrar na sua e desrespeitar todas as regras ou te fazer infeliz no único lugar seguro do mundo...sua própria casa. Eu não posso desvalorizar o seu tempo, eu não posso por a prova a sua integridade, eu não posso ser displicente com seu sofá, sua sala, seu “carimbo” e principalmente eu devo tentar ler - mesmo que em silêncio e num cantinho bem escondido de você - seus livros pra saber o que pode fazer você se trancar no seu quarto e não querer mais argumentar comigo sobre assuntos além da sua calçada.
Ainda que por algum motivo eu quebre suas regras e mereça ficar no meio fio da sua porta da frente, saiba que eu só irei me importar com isso se eu tiver te dado, previamente - mesmo que você não tenha pedido, mesmo que você nem desconfie que tem - o direito de entrar na minha casa. Isso quer dizer que eu me importo com você, “simples assim” ou complexo assim.
E...se esse é “meu método”, meus pedidos de desculpas sempre...sempre...sempre, serão genuínos. Não deixarão de ser difíceis de ser pedidos, claro, mas seu te pedir será “simples assim” e complexo assim...como todas essas coisas que a gente não sabe porque, mas alteram a nossa casa a ponto de alterar o ciclo sono/vigília no melhor travesseiro do mundo.
Então...desculpa, tá bom?! Eu estou pedindo sinceramente. Eu estou pedindo de verdade.
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O Rubem Alves tb disse que nó somos casinhas. Na verdade, pensões cheias de hóspedes. Existe o dono da pensão: esse "eu" mais cotidiano e ordinário. O "eu" que estamos acostumados a ser. Existem também hóspedes ilustres. O dono da pensão faz questão de deixar seus quartos sempre na mais perfeita forma e com a porta aberta a quem quiser ver. No entanto, há certos hóspedes indesejados cujas portas dos quartos estão, na mais das vezes, trancadas. São nossos fantasmas. O dono da pensãozinha prefere não andar por lá e faz o melhor de si p escondê-los. Acontece que, eventualmente, esses hóspedes acabam por encontrar jeitos de sair dos quartos e aí as coisas se invertem. Com eles a solta, o dono da pensão só pode esperar, impotente, que a orgia dionisíaca acabe e que eles novamente adormeçam inebriados e satisfeitos para que possam ser reconduzidos aos seus aposentos... Depois disso, ele dá uma olhada ao redor, respira fundo e se prepara p consertar a bagunça dos outros e, de certa forma, sua.
ResponderExcluirÉ sempre uma aventura entrar em casa dos outros, não? E é preciso, sim, estar disposto a pedir desculpas se for necessário e a tolerar alguma chatice do dono da pensãozinha pq, afinal de contas, é cansativo ser ele...
Bju