quinta-feira, 17 de março de 2011

Pessoas e Casinhas

O que é certo e o que é errado?

Às vezes, tenho a impressão que todo mundo cria um método, involuntariamente, pra descobrir seus próprios certos e errados e que nunca pensa muito sobre isso.

Eu resolvi que eu quero/prefiro pensar sobre o meu método, como prefiro pensar sobre tantas outras coisas.

Ainda que não baseado em evidências...

As pessoas, eu e você, são como pequenas casinhas e dentro dessas casinhas existem livros imensos cheios de códigos secretos, que muitas vezes nem o próprio dono da casinha conhece até que alguém bata na porta e ameace a organização da rotina da casa.

E se eu e você somos casinhas, eu não posso entrar na sua e desrespeitar todas as regras ou te fazer infeliz no único lugar seguro do mundo...sua própria casa. Eu não posso desvalorizar o seu tempo, eu não posso por a prova a sua integridade, eu não posso ser displicente com seu sofá, sua sala, seu “carimbo” e principalmente eu devo tentar ler - mesmo que em silêncio e num cantinho bem escondido de você - seus livros pra saber o que pode fazer você se trancar no seu quarto e não querer mais argumentar comigo sobre assuntos além da sua calçada.

Ainda que por algum motivo eu quebre suas regras e mereça ficar no meio fio da sua porta da frente, saiba que eu só irei me importar com isso se eu tiver te dado, previamente - mesmo que você não tenha pedido, mesmo que você nem desconfie que tem - o direito de entrar na minha casa. Isso quer dizer que eu me importo com você, “simples assim” ou complexo assim.

E...se esse é “meu método”, meus pedidos de desculpas sempre...sempre...sempre, serão genuínos. Não deixarão de ser difíceis de ser pedidos, claro, mas seu te pedir será “simples assim” e complexo assim...como todas essas coisas que a gente não sabe porque, mas alteram a nossa casa a ponto de alterar o ciclo sono/vigília no melhor travesseiro do mundo.

Então...desculpa, tá bom?! Eu estou pedindo sinceramente. Eu estou pedindo de verdade.

Esperança e inspiração

Algumas coisas e algumas pessoas me motivam a escrever Por serem atípicas Por serem típicas Por terem sentimentos ruins ou bons demais ...