sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Minha Apresentação Oral.

Ahaaa...trabalho do PET selecionado para apresentação oral do...Outubro Médico...tá não foi “o congresso”, mas também não foi “o trabalho”.

Escrevi assim como quem não quer nada, mandei assim como quem quer menos ainda, sem muitas esperanças dados os percalços emocionais desse trabalho em vias finais de PET Saúde, mas o fato é que alguém leu, achou interessante e achou que eu devia ir lá apresentar oral.

Eu fui a 4ª de 5 apresentações e de certa forma me senti muito feliz de não ter sido “empurrada” para uma oral com experiência zero.

Foi bem tranqüilo, foi bem simples, foi objetivo...eu dei o meu recado. Não...dificilmente premiação, mas eu olhei a nota e fiz a máxima de todos os quesitos. Mas vamos combinar, faltou emoção.

Um trabalho não é só gráfico, não é só estatística...não é só autoria e co-autoria. Ele significa, tem que significar. Significar pra quem foi entrevistado, significar pra sociedade e significar antes, bem no começo, quando se escreve uma introdução, ele tem que significar pra quem escreveu. E esse trabalho...bem...significou stress, significou conflito com falta de profissionalismo, com falta de apoio, significou muita solidão. E fazer sozinho, não tem graça, não tem vibração.

Amanhã vai rolar a premiação. Se eu escolhesse um dos que apresentaram no meu dia, certamente já teria um preferido, um com emoção. Um que quando falarem o nome, outras pessoas vão pular e gritar de felicidade.

Mas...teve algo de positivo.

Eu posso ter escrito sozinha, ter treinado sozinha...mas eu não apresentei sozinha. Eu apresentei hoje desde o S1. Eu não errei. Eu tinha o arquivo sem erros, em fontes sem erro...pois eu falhei com várias pessoas na segunda semana de faculdade, apresentando as fases da morte da Kubler Ross. Eu errei no S2 esquecendo de checar vídeos e tempo. Eu errei muitas outras vezes, quando não entendia o assunto suficientemente, quando não me comuniquei, quando não quis ouvir críticas.

Hoje eu decidi que mesmo que não tivesse nenhum conhecido na platéia eu ia apresentar como se eu estivesse falando para os meus amigos da A3, como se eu quisesse que eles entendessem igual minha apresentação da neuro, eu queria saber e queria que perguntassem, então eu fingi que ia ensinar meus amigos...porque não poderia haver ninguém mais importante para ensinar.

No final, ninguém perguntou. “Você já disse tudo, não restou dúvida”.

Umas pessoas imaginárias na platéia falaram: “foi perfeito”, “amiga, foi f***”, “entendi, plima”... :)

Um comentário:

  1. Parabéns, Line! Concordo contigo: trabalho só vale a pena se significar algo p alguém. É intragável uma apresentação sem qualquer emoção, nem que seja raiva e indignação. Aliás, qualquer coisa q a gente queira fazer na vida, p mim, tem que nos mover de alguma forma, mesmo quando o sentido não é expresso, qnd nos é oculto ou qnd surge de uma intuição. Não acho q a vida tenha que ser racional ou necessariamente coerente, mas uma coisa ela tem q ser: pulsante. Aliás, vejo muita vida nessas tuas linhas por aqui. Ficarei um pouco mais ;]
    abraço amigo

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